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outsiders



De volta

 

 

 

 

 

 

 

Bom....depois de um longo e tenebroso inverno estou de volta com o blog. Foram tantas as coisas que aconteceram neste período em que fiquei desplugada que espero transformá-las em posts diários aqui. Mas voltar é sempre bom. Me sinto como se estivesse arrumando as correspondências antigas, guardadas com carinho, em uma caixa muito enfeitada. Mas ao mesmo tempo voltar é um desafio porque me sinto em compromisso com a continuidade, com esses tempos tão descontínuos e descontinuados. Tudo concorre para que não consigamos escrever: a falta de tempo, de assunto, de ânimo, de..., de.... . MAs eu não quero pensar nas impossibilidades. Elas já foram (e serão, tenho certeza!) muitas em minha vida. Ao mesmo tempo em que volto tenho a sensação de que parto para algo novo, mais vivido, mais sentido, mais sei-lá-o-quê. Nessas horas, penso nos versos do Paulinho da Viola que diz que "...voltar quase sempre é partir para um outro lugar". Tomara que sim. É o que eu espero. Beijos



Escrito por Vanessa às 21h04
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Espelho, espelho meu, existe alguém mais burro do que eu????

 

 

Você abriria mão de sua inteligência para ser mais bonito??? A inquietante pergunta - de aparente resposta fácil –  estampada na edição de número 52 da revista da MTV me fisgou. Não resisti e comprei o exemplar. Na matéria, uma diagramação maravilhosa contendo frases de poetas, letras de músicas e citações intelectuais circundavam os corpos maravilhosos das modelos, ao mesmo tempo em que estampavam uma triste constatação: Sim, os jovens entrevistados pela revista “abririam mão de 25% de seu conhecimento acumulado para serem 25% mais bonitos”. E mais: 60% dos 2.359 entrevistados acreditam que as pessoas bonitas têm mais oportunidades na vida: Que vida????? E que tipo de oportunidade ????? Será que apenas raríssimas pessoas acham que a inteligência faz as pessoas mais interessantes ??? Bem essas são as minhas perguntas que não querem calar. Eu sempre tive comigo uma teoria de que homem bonito não tem talento. E por incrível que pareça os que quebraram essa premissa só foram as exceções que confirmaram a regra. Homem bonito não sabe conversar, não tem assunto, não sabe dançar junto (e isso pra mim é 60% na história), não beija bem....resumo da ópera: confia apenas na própria beleza, mas gente!!!!! Isso não basta!!!! Enfim....aos que são/gostam do mudo de plástico eu prefiro o de carne e osso.



Escrito por Vanessa às 10h33
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Três coisas que eu amo, uma que odeio

 

 

 

Eu adoro listas, sou fanática por elas. Resolvi, então, iniciar as minhas. Começo pela primeira de uma série que a princípio terá um nome que tomarei de empréstimo do Angeli, meu cartunista favorito

Da série três coisas que eu adoro

- Eu adoro acordar em uma manhã ensolarada de sexta-feira

- Eu adoro não trabalhar sexta-feira à noite

- Eu adoro bater pernas por cafés e livrarias em uma sexta-feira à tarde

 .... uma que eu odeio 

- Eu odeio gente chata que não sabe a hora de parar de conversar.



Escrito por Vanessa às 07h27
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Referendo é o ******

 

 Eu ainda não me decidi sobre um monte de coisas na minha vida. E isso não é segredo para quem me conhece. Aqui listo mais uma. Não sei como vou votar neste tal referendo do Estatuto do Desarmamento. Sinceramente, o Estado/Governo/PT/Lula/sei-lá-mais-o-quê tinha tanta coisa pra pedir pra gente decidir e vem logo com uma dessa?? Poderíamos, por exemplo, fazer um referendo sobre o goleiro da seleção brasileira. Eu adoro as pernas do Júlio Cesar, mas sinceramente acho que em termos de "pegada" ele não é assim lá essas coisas, até porque casou com a Suzana Werner né? Mas deixa pra lá. Outra coisa: pelo pouco tempo em que trabalhei nas editorias de Polícia dos dois jornais desse Estado, concluí que os crimes passionais nunca deixarão de existir - até porque a vítima está sempre perto -, tampouco os crimes cometidos em bar, porque estes sempre são realizados por armas que não são compradas em lojas. Então....ficamos assim, indignados, confusos, indecisos e, ainda, com a obrigação de votar no próximo dia 23. Odeio falar isso, mas Charles De Gaulle estava certíssimo quando disse que "o Brasil não é um país sério".



Escrito por Vanessa às 23h21
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o que você faria se só lhe restasse esse dia?

Se você anda ouvindo muito o Paulinho Moska cantar (...) meu amor o que você faria se só lhe restasse esse dia ? (...) fica aí uma dica: Vá à Carolina. Um lugar lindo, com pessoas simples e interessantes (até mesmo por isso), comida boa, noites tranqüilas, enfim.... “o” lugar que eu, em 34 anos de vida e morada no Espírito Santo, nunca tinha conhecido. Então voilà....Carolina é uma pequena vila perto de Mathilde (essa sim, famosa). Lá você vai encontrar cachoeiras lindas, praias de água doce, trilhas sensacionais...enfim, a aventura é garantida. Nessa (merecida) viagem conheci três (ou seriam quatro ?) cachoeiras dignas de registro. Iracema, Iraceminha, Véu de Noiva (por que toda cachoeira tem esse nome?). As duas primeiras, embora lembrem continuidade por causa de seus nomes são completamente diferentes. A primeira é impetuosa, de água fria, ambiente lindo e hostil. A segunda tem uma queda de assustar, mas também nos oferece uma praia deserta, de água morna, areia de cascalho branco e pedras que convidam para o repouso. Ali a impressão que se tem é que todos os dias são claros e as noites, inspiradas. A última, embora seja impossível tomar banho nela (a não ser que você de fato queira que seja o seu último dia), não pode deixar de ser visitada. Na “Véu de Noiva” você vai ter nada mais, nada menos, do que 70 metros de águas em queda livre e um barulho ensurdecedor. Nela, comprovei que, de fato para se viver deve-se correr riscos. Consegui chegar atrás de sua queda, em uma pequena gruta. Sinceramente, não estava acreditando que aquele espetáculo todo estava à minha frente e que, para tocá-lo bastaria estender a mão. Mas tudo isso ainda não é suficiente para quem quer de fato conhecer o lugar. Resta ainda um túnel, que fica embaixo da linha do trem, com seus 67 degraus irregulares (alguns com mais de meio metro) por onde passa uma corredeira. Ou seja, segure firme na pedra para descer e reze para não cair. Mas no final dele, todo o esforço terá valido à pena. Pode acreditar. No fim, há uma piscina de água natural onde você pode descansar de todo o trajeto e se reanimar para a volta. Isso, a volta...porque não há como voltar a não ser pelos 67 degraus acima. Mas...apesar de todos os meus gritos, meus medos, agonias e chiliques, se eu tivesse que fazer tudo outra vez, faria. Afinal....e se só me restasse aquele dia? PS: A foto é do Sérgio Cardoso, meu companheiro de aventuras e trilhas. Ou seria o contrário Se você anda ouvindo muito o Paulinho Moska cantar (...) meu amor o que você faria se só lhe restasse esse dia ? (...) fica aí uma dica: Vá à Carolina. Um lugar lindo, com pessoas simples e interessantes (até mesmo por isso), comida boa, noites tranqüilas, enfim.... “o” lugar que eu, em 34 anos de vida e morada no Espírito Santo, nunca tinha conhecido. Então voilà....Carolina é uma pequena vila perto de Mathilde (essa sim, famosa). Lá você vai encontrar cachoeiras lindas, praias de água doce, trilhas sensacionais...enfim, a aventura é garantida. Nessa (merecida) viagem conheci três (ou seriam quatro ?) cachoeiras dignas de registro. Iracema, Iraceminha, Véu de Noiva (por que toda cachoeira tem esse nome?). As duas primeiras, embora lembrem continuidade por causa de seus nomes são completamente diferentes. A primeira é impetuosa, de água fria, ambiente lindo e hostil. A segunda tem uma queda de assustar, mas também nos oferece uma praia deserta, de água morna, areia de cascalho branco e pedras que convidam para o repouso. Ali a impressão que se tem é que todos os dias são claros e as noites, inspiradas. A última, embora seja impossível tomar banho nela (a não ser que você de fato queira que seja o seu último dia), não pode deixar de ser visitada. Na “Véu de Noiva” você vai ter nada mais, nada menos, do que 70 metros de águas em queda livre e um barulho ensurdecedor. Nela, comprovei que, de fato para se viver deve-se correr riscos. Consegui chegar atrás de sua queda, em uma pequena gruta. Sinceramente, não estava acreditando que aquele espetáculo todo estava à minha frente e que, para tocá-lo bastaria estender a mão. Mas tudo isso ainda não é suficiente para quem quer de fato conhecer o lugar. Resta ainda um túnel, que fica embaixo da linha do trem, com seus 67 degraus irregulares (alguns com mais de meio metro) por onde passa uma corredeira. Ou seja, segure firme na pedra para descer e reze para não cair. Mas no final dele, todo o esforço terá valido à pena. Pode acreditar. No fim, há uma piscina de água natural onde você pode descansar de todo o trajeto e se reanimar para a volta. Isso, a volta...porque não há como voltar a não ser pelos 67 degraus acima. Mas...apesar de todos os meus gritos, meus medos, agonias e chiliques, se eu tivesse que fazer tudo outra vez, faria. Afinal....e se só me restasse aquele dia

 

PS: A foto é do Sérgio Cardoso, meu companheiro de aventuras e trilhas. Ou seria o contrário?



Escrito por Vanessa às 08h59
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Escrito por Vanessa às 08h48
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Escrito por Vanessa às 22h15
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Detalhes

Olha, vocês podem até me dizer que “tudo pode até ser questão de momento, de gente que tem sentimento”... mas a apresentação de Roberto Carlos no último sábado, dia 01, foi Dez! Big! Tudo de bom ao mesmo tempo agora ! Creme de la crème !!!!!!!. Que me perdoem os mudernos, os cults, os tímidos, os descolados, os hypes. Mas romantismo é fundamenta!!!! Aaaaaaaaahhhhhhhhhhh!!! E se vier acompanhado de cafonice então...não tem pra ninguém. E por falar em ninguém, que ninguém se engane. Esse texto não é uma gozação minha. É a mais pura verdade. Eu fui para aquele show com um misto de nostalgia infantil (uma vez que minha mãe e meu pai viviam ouvindo “Ele”), com um sentimento de ver pela primeira vez “O Rei” e ainda por causa de uma obrigação de filha que deve (no sentido de ter mesmo que) levar sua mãe para ver o astro. Gente, benditos motivos reunidos ao mesmo tempo. Ver Roberto Carlos cantar, ouvir todas aquelas letras que já fizeram parte do imaginário nacional, de filmes B dos anos 70, de finais de festa decadentes e que até hoje estão no nosso pensamento me transportou para um tempo, um sentimento e para sensações que até agora não consegui entender direito. Enfim, foi uma “experiência”, daquelas que só se configuram porque atravessam a gente.. É impressionante, mas na boca de Roberto Carlos tudo fica muito sério. Qualquer beijinho bobo, qualquer selinho, qualquer abraço, qualquer amasso sem compromisso, até os erros do meu português ruim ... enfim...tudo fica muito sério quando ele resolve cantar. E tudo ganha um ar de amor rompido, que nunca mais – em nenhum outro lugar, com nenhuma outra pessoa – será igualmente vivido. Sinceramente gente, isso é cafona, mas também é muito lindo. E eu não tenho pudor de confessar: me deu vontade de chorar quando ouvi: (...) Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada/ No tempo que transforma todo amor em quase nada/ Mas nada também é mais um detalhe/ Um grande amor não vai morrer assim/ Por isso a cada instante você vai/ Lembrar de mim/. Ou....quando ele cantou outra – que bem poderia servir pra mim na atual fase – (...) quem espera que a vida/ Seja feita de ilusão/ Pode até ficar maluco/ Ou morrer na solidão/ É preciso ter cuidado/ Pra mais tarde não sofrer/ É preciso saber viver/ Toda pedra do caminho/ Você deve retirar/ Numa flor que tem espinhos/ Você pode se arranhar/ Se o bem e o mal existem/ Você pode escolher/ É preciso saber viver (...). Enfim, ver e ouvir Roberto Carlos me fez acreditar de novo (e como eu precisava disso !) que os deuses, de fato, existem, que se materializam entre nós e cantam todos os sentimentos que a gente um dia viveu e ainda não conseguiu verbalizar. Aliás...aos que me acharam cafona eu vou deixar uma coisa. Uma não. Duas: uma é a frase do Caetano que, quando exilado na Inglaterra recebeu uma visita de Roberto. Depois que este saiu, ele disse: “Agora eu sei porque `Ele´ é rei”. A outra coisa é uma poesia do Álvaro de Campos que está declamada no disco As canções que você fez pra mim, da Maria Betânia, que diz mais ou menos assim: Todas as cartas de amor são ridículas/ Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas (...) As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas/ Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor /É que são ridículas.  Gente eu acho que estou amando. E acho também que (...) ele tem todas as coisas/ que um dia eu sonhei pra mim/ a cabeça cheia de problemas/ não me importa/ eu gosto mesmo assim.... .



Escrito por Vanessa às 22h08
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