BRASIL, Sudeste, VITORIA, Mulher, de 26 a 35 anos, Cinema e vídeo, Livros, bater pernas na rua

 

   

    Pinça na sobrancelha
  Karapanã
  Igual a tudo na vida
  blog do Bruno Merçon
  Blog esconderijo da Tati


 

    09/04/2006 a 15/04/2006
  16/10/2005 a 22/10/2005
  09/10/2005 a 15/10/2005
  02/10/2005 a 08/10/2005


 

   

   


 
 
outsiders





Escrito por Vanessa às 22h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




Detalhes

Olha, vocês podem até me dizer que “tudo pode até ser questão de momento, de gente que tem sentimento”... mas a apresentação de Roberto Carlos no último sábado, dia 01, foi Dez! Big! Tudo de bom ao mesmo tempo agora ! Creme de la crème !!!!!!!. Que me perdoem os mudernos, os cults, os tímidos, os descolados, os hypes. Mas romantismo é fundamenta!!!! Aaaaaaaaahhhhhhhhhhh!!! E se vier acompanhado de cafonice então...não tem pra ninguém. E por falar em ninguém, que ninguém se engane. Esse texto não é uma gozação minha. É a mais pura verdade. Eu fui para aquele show com um misto de nostalgia infantil (uma vez que minha mãe e meu pai viviam ouvindo “Ele”), com um sentimento de ver pela primeira vez “O Rei” e ainda por causa de uma obrigação de filha que deve (no sentido de ter mesmo que) levar sua mãe para ver o astro. Gente, benditos motivos reunidos ao mesmo tempo. Ver Roberto Carlos cantar, ouvir todas aquelas letras que já fizeram parte do imaginário nacional, de filmes B dos anos 70, de finais de festa decadentes e que até hoje estão no nosso pensamento me transportou para um tempo, um sentimento e para sensações que até agora não consegui entender direito. Enfim, foi uma “experiência”, daquelas que só se configuram porque atravessam a gente.. É impressionante, mas na boca de Roberto Carlos tudo fica muito sério. Qualquer beijinho bobo, qualquer selinho, qualquer abraço, qualquer amasso sem compromisso, até os erros do meu português ruim ... enfim...tudo fica muito sério quando ele resolve cantar. E tudo ganha um ar de amor rompido, que nunca mais – em nenhum outro lugar, com nenhuma outra pessoa – será igualmente vivido. Sinceramente gente, isso é cafona, mas também é muito lindo. E eu não tenho pudor de confessar: me deu vontade de chorar quando ouvi: (...) Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada/ No tempo que transforma todo amor em quase nada/ Mas nada também é mais um detalhe/ Um grande amor não vai morrer assim/ Por isso a cada instante você vai/ Lembrar de mim/. Ou....quando ele cantou outra – que bem poderia servir pra mim na atual fase – (...) quem espera que a vida/ Seja feita de ilusão/ Pode até ficar maluco/ Ou morrer na solidão/ É preciso ter cuidado/ Pra mais tarde não sofrer/ É preciso saber viver/ Toda pedra do caminho/ Você deve retirar/ Numa flor que tem espinhos/ Você pode se arranhar/ Se o bem e o mal existem/ Você pode escolher/ É preciso saber viver (...). Enfim, ver e ouvir Roberto Carlos me fez acreditar de novo (e como eu precisava disso !) que os deuses, de fato, existem, que se materializam entre nós e cantam todos os sentimentos que a gente um dia viveu e ainda não conseguiu verbalizar. Aliás...aos que me acharam cafona eu vou deixar uma coisa. Uma não. Duas: uma é a frase do Caetano que, quando exilado na Inglaterra recebeu uma visita de Roberto. Depois que este saiu, ele disse: “Agora eu sei porque `Ele´ é rei”. A outra coisa é uma poesia do Álvaro de Campos que está declamada no disco As canções que você fez pra mim, da Maria Betânia, que diz mais ou menos assim: Todas as cartas de amor são ridículas/ Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas (...) As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas/ Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor /É que são ridículas.  Gente eu acho que estou amando. E acho também que (...) ele tem todas as coisas/ que um dia eu sonhei pra mim/ a cabeça cheia de problemas/ não me importa/ eu gosto mesmo assim.... .



Escrito por Vanessa às 22h08
[   ] [ envie esta mensagem ]





[ ver mensagens anteriores ]